Jorge Palma em tempo de balanço no Campo Pequeno

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Espectáculo desta noite encerra o ciclo do disco ‘Voo Nocturno’

O nome do espectáculo surgiu por sugestão do manager Manuel Moura dos Santos. O Último Metro’ remete para o tempo em que Jorge Palma tocava no metropolitano de Paris. Terá nascido aí o mito de um cantautor errante, por vezes ausente, que no último ano e meio se tornou num fenómeno de popularidade como nunca o havia sido. Pelo menos, a uma escala nacional, dos oito aos 80.

Pela voz do próprio, ficamos a saber que ‘O Último Metro’ tem uma conotação óbvia com o transporte subterrâneo onde um dia ganhou a vida mas remete igualmente “para um filme de François Truffaut com esse nome”. Palma é o primeiro a admitir que “costuma chegar atrasado ao metro” mas admite também que o nome do espectáculo “funciona como uma brincadeira”. Um aviso à navegação: “este concerto não vai ser na estação do Campo Pequeno”. E já agora, do ano passado sobram memórias de uma actuação no Cais do Sodré. Como nos bons velhos tempos e sem torniquetes.

Ano e meio depois da edição de Voo Nocturno, o disco que melhores resultados comerciais obteve na carreira de mais de três décadas de Jorge Palma, “o balanço é muito positivo”. Tudo terá começado com a surpresa que se revelou o êxito de Encosta-te a Mim, canção que começou nas rádios e acabou nas novelas. “O fenómeno não é novo porque isto também já tinha acontecido com o Deixa-me Rir e o Dá-me Lume.” A grande diferença está no efeito. Palma confessa “que talvez tenha chegado às franjas”. Quais? “Às pessoas, dos 8 aos 80.” Resultado prático, vendeu “imensos discos” percorreu “Portugal de norte a sul” e passou a ser “abordado mais vezes”. Sem pejo, confessa que, por vezes, gostaria de “ter mais sossego”. Nada de particularmente “problemático” para quem anda nesta vida “há mais de 30 anos”.

A explicação para o sucesso não é científica e o próprio explica que Voo Nocturno foi um álbum “feito da mesma maneira que os outros”. Simplesmente, “foi o melhor que consegui”. O espectáculo de hoje “é uma espécie de resumo alargado” onde vai “revisitar álbuns antigos”. Lembre-se que há um ano foi reeditado o primeiro disco de Jorge Palma Com Uma Viagem Na Palma da Mão, anteriormente indisponível em formato digital.

Na próxima segunda-feira, chega às lojas um DVD com o registo dos concertos de há um ano no Coliseu dos Recreios, que “tem algumas semelhanças” com o espectáculo de hoje. A diferença está nos convidados. A saber: “Desta vez, tenho o João Gil, o Luís Filipe Valentim (Rádio Macau) e o Tim.” A noite de hoje vai ser registada para “futura edição”.

Fecha-se um ciclo - “em Dezembro vou de férias” - e abre-se outro. “Já tenho algumas coisas escritas. A partir de Janeiro, espero começar a pensar num novo disco mas muito calmamente.” A acompanhá-lo vão estar Os Demitidos, “malta virada para o rock mas que foi capaz de se adaptar a outros ambientes”. Quanto a um hipotético regresso do super grupo Rio Grande , comentado no início do ano, “a ideia está viva” porque “enquanto as pessoas continuarem por aí, há sempre hipótese de se fazer mais alguma coisa”.

Hoje, há música a partir das 22.00 com bilhetes entre 20 e os 35 euros.

in DN
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